Um modder de consoles Nintendo baseado em Michigan que desafiantemente continuou seus negócios apesar de advertências formais da Nintendo—e que posteriormente optou por representar a si próprio no tribunal—foi condenado a pagar 2 milhões de dólares em indenizações.
Em julho de 2024, a Nintendo moveu um processo judicial contra Ryan Daly, acusando-o de operar a Modded Hardware, uma empresa que vendia consoles Switch personalizados, jogos piratas e hardware que viabiliza a pirataria, como o MIG Switch.
Apesar de ter recebido uma notificação de cessação e desistência anterior, Daly continuou suas operações, levando a Nintendo a tomar medidas legais. Em outubro passado, registros judiciais revelaram que Daly optou por se defender no tribunal sem um advogado, negando qualquer irregularidade e apresentando múltiplos argumentos em sua defesa.
Quase um ano depois, a Nintendo saiu vitoriosa no caso. Em uma decisão datada de 5 de setembro, Daly foi sentenciado a pagar 2 milhões de dólares em indenizações e submetido a uma injunção permanente que o proíbe de se envolver em quaisquer atividades futuras que facilitem a pirataria.
O tribunal determinou que Daly, por meio da Modded Hardware, vendeu chips de modificação, consoles hackeados e dispositivos que viabilizam a pirataria, causando "dano significativo e irreparável" à Nintendo of America. Esses produtos permitiram que cópias não autorizadas de jogos da Nintendo fossem criadas, distribuídas e jogadas em larga escala. Documentos judiciais confirmaram que Daly continuou a se representar durante todo o processo.
A vitória legal da Nintendo faz parte dos esforços contínuos da empresa para combater a pirataria, seguindo casos anteriores, como o de Gary Bowser—um ex-funcionário de uma empresa de dispositivos de pirataria que foi sentenciado à prisão e condenado a pagar 14,5 milhões de dólares, uma obrigação financeira que ele provavelmente carregará por toda a vida.